domingo, 22 de setembro de 2024

 


por vezes

os amigos vão embora

 

as ruas

as paredes

entre as casas

 

os passos

que a memória

guarda num retrato

 

e então

cravo uma rosa no meu coração

e vejo-a crescer luminosa

 

elevar-se

da ferida aberta

 

uma lágrima

ilumina a sua ausência