sábado, 14 de setembro de 2024

 

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já tive amigos a quem dei as mãos, a quem abracei. neles desenhei uma árvore e depois um coração. bebemos da mesma água, como fazem os gatos e os pássaros. mas agora compreendo que tudo quanto fiz foram poemas e que, afinal, os homens são mesmo pássaros do chão.

         hoje à tarde escrevi numa parede de cal branca “o poeta só tem por companhia a sua própria sombra”