191
por todo o lado
na chuva no ar e nos
charcos
nos casebres pobres
e abandonados
nas árvores que
nos olham de passagem
e naqueles caminhos
onde
já ninguém passa
aleluia outono
que dei o teu nome
ao que vejo nos
olhos
às mãos envelhecidas
por olhar-te tanto
aleluia outono