e se agora me desses
tudo o que me falta
no coração
as mãos abertas
em tudo o que recusei
o que amei
num dia de chuva
em que não vieste
aceitar que ser pobre
é trazer o mundo
no coração
e por isso
pouco ou nada me faltou
agora sei
ninguém sobe
à sua cruz
num dia quente
de verão