segunda-feira, 26 de maio de 2008

e tu descias devagar na água
para que não se apagasse a luz

percorrendo as ruas de uma cidade
que não existe

abrindo as flores
de um tempo apenas imaginado.

mas isso que importa
se tu eras a chuva

e minha era a mão
que escreveu os poemas

do teu livro de cabeceira