escrever poemas é uma experiência
espiritual. não é uma experiência estética, artística ou literária. existem as
palavras, é verdade. e o que são as palavras senão a revelação em nós do
infinito? não consigo dizê-lo de outra maneira: os meus poemas são o que me
transporta muito para lá daquilo que sou. e neles habita tudo o que amo e me
dói, planos indistintos de uma manifestação profunda na minha existência
pessoal. às vezes também lhe chamo o toque de Deus. hão de haver mais verdades
no mundo, creio. mas nada pode comparar-se à grandeza do que me falta