sábado, 6 de setembro de 2008


esta é a minha morte

e nela
uma flor

com o teu nome

quarta-feira, 3 de setembro de 2008


li num livro

que tu respiras nas árvores

e às vezes
em dias que não se explicam

vais com as aves:

estações e chuva
no meu coração

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

sob cada nome estás

o teu rosto ilumina o mundo

nenhuma vida cabe por completo
nas árvores

e então dás frutos

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

leva-me no teu coração

para que nunca mais
te procure na chuva

e nunca mais entre
os que atravessam a noite

e seja meu o destino
naquele que morre em ti

pois todas as rosas são
o lugar onde começam

as tuas mãos

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

hoje descobri que te amo
muito mais do que as árvores

podem dizer-te.

e por isso quando chove
muito mais do que a água

mais do que a luz
quando toca o mundo

é esta rosa que se abre
só para ti

quarta-feira, 6 de agosto de 2008



hoje encontrei
um pássaro morto

nos meus poemas

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

quando observo as gaivotas
ao final da tarde voando para norte
pergunto: para onde vão?

e que estranho designio
lhes move asas e coração?

e depois dou-te as minhas mão
se pergunto:

queres ser o meu destino?